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LGPD e Marketing: Qual a sua relação?

A LGPD, desde quando foi anunciada até agora, depois de entrar em vigor, continua levantando diversas dúvidas, preocupações e incertezas nas mais diversas áreas de atuação.

O tema é amplo, mas nesse post vamos resumir os principais impactos da Lei Geral de Proteção de Dados quando se trata do impacto no Marketing Digital: o que muda para as empresas ou profissionais da área? Veja!

O que é LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados é um conjunto de regras que visa regulamentar e proteger a privacidade e informações dos usuários na internet.

Essa lei entrou em vigor em 18 de setembro de 2020 e trouxe diversas mudanças para que sejam realizadas boas práticas em relação à segurança de dados na internet.

A partir dela, as empresas devem mudar todas as políticas que ainda não estejam de acordo com as regras de coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais.

Inclusive, em tempos de home office, é válido também administrar e acompanhar quais arquivos sua equipe está compartilhando.

Quais são os principais dados afetados pela LGPD?

Entre os principais dados afetados, deve-se considerar toda informação que permita identificar uma pessoa de forma direta ou indiretamente, como nome, RG, CPF, data e local de nascimento, telefone, endereço residencial, localização via GPS, cartão bancário, endereço de IP e outros.

Como a LGPD afeta o marketing digital?

De modo geral, o principal impacto é que agora, obrigatoriamente, todas as empresas e profissionais que realizam ações e estratégias de marketing digital precisam seguir regras e boas práticas em relação ao tratamento de dados pessoais dos usuários.

Por exemplo, as estratégias de conversão de leads normalmente parte de um cadastro do usuário para receber um material específico, como um conteúdo exclusivo ou um desconto.

Com a lei, essas estratégias precisam ser ainda mais transparentes para que o usuário tenha acesso ao que a empresa está coletando de dados, qual a finalidade e se ele está ciente e concorda com isso.

Alguns outros pontos que podemos destacar é que o marketing digital precisa:

  • Sempre obter a autorização dos clientes para utilizar seus dados;
  • Repensar suas estratégias de acordo com as regras da lei;
  • Reavaliar as soluções contratadas pelos clientes e ter a confirmação de que os fornecedores estão alinhados com a LGPD;
  • Oferecer opções para que o cliente consiga sair ou tirar suas informações de sua base de dados, como o cancelamento de inscrição no e-mail marketing;
  • Permitir que o cliente tenha autonomia e controle na decisão de como como os dados serão utilizados.

Como as empresas devem se preparar para essa mudança?

Como a LGPD entrou em vigor há quase um ano, é de extrema importância que as empresas que ainda não se adaptaram procurem correr atrás das mudanças. Isso é essencial para evitar problemas legais e processos.

Além do conhecimento de tudo que está descrito no texto da lei, é importante que as empresas busquem ter iniciativa empreendedora também nesse momento.

Algumas estratégias como escolher uma consultoria de TI, elaborar uma política de consentimento e privacidade, ter uma excelente assessoria jurídica, ter criatividade e cuidado com todos os princípios da LGPD podem fazer a empresa contornar as mudanças que a lei trouxe.

Afinal, ela veio para favorecer os usuários e consumidores e sua empresa precisa se adaptar.

Principais áreas que serão impactadas pela LGPD

Com a LGPD em vigor e toda a transformação digital ocorrendo nas empresas, diversas áreas do marketing foram impactadas e tiveram de ser repensadas, como as listadas a seguir:

E-mail Marketing

Em relação ao trabalho de e-mail marketing, o principal impacto é o cuidado extra em garantir que o usuário aceite a permissão para receber ações de marketing.

Essa mudança favorece muito o usuário e evita o incômodo de ter a caixa de e-mail lotada de SPAM ou e-mails no qual o usuário não se inscreveu.

Política de Privacidade

Outra mudança é no processo de deixar mais transparente qual a política de privacidade de cada marca ou site, para que o usuário ou cliente consiga ter acesso aos dados que o site tem acesso e a finalidade.

Nessa política, além do esclarecimento, deve ter informações de acesso, solicitação de exclusão, transferência e limitação.

Segurança

Além do impacto direto no marketing digital, a lei também afeta a área de atuação de profissionais da segurança da informação. Nesse caso, a lei orienta quais são as medidas técnicas ou administrativas que devem ser tomadas para proteção de dados.

Segmentação da Base

A segmentação de base, ou de leads, está diretamente ligada com as ações de e-mail marketing e campanhas pagas, por exemplo, pois é uma área do marketing digital que mapeia os clientes potenciais para conseguir engajar a marca e conseguir conversão.

Com a lei, a diferença é que para isso a empresa precisa ter um processo mais rigoroso e correto para não violar a lei, que protege o cidadão diante de situações em que suas informações estão sendo usadas sem consentimento.

Remarketing

No remarketing, a ideia é conseguir reconquistar ou resgatar um cliente que já demonstrou interesse no serviço ou produto. Aqui, vale o mesmo princípio que vimos acima de ter a licença do usuário para enviar novos e-mails e ter uma política de privacidade transparente.

Conclusão

A Lei Geral de Proteção de Dados é uma lei que traz diversos pontos positivos para tornar o espaço digital mais transparente e que os dados pessoais dos usuários sejam protegidos.

A primeira coisa a se saber é que a LGPD afeta a todos, independente de você ser um empreendedor querendo saber como abrir um banco digital ou um usuário de redes sociais ativamente gravando vídeos caseiros e compartilhando com seus amigos.

Portanto, ela não pode ser vista como algo negativo, mas sim uma mudança para trazer boas práticas para todas as áreas, incluindo o marketing digital e suas campanhas!

Quer se aprofundar mais no assunto? Vejo nosso ebook com um guia para adaptação à Lei Geral de Proteção de Dados.

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